Thursday

NÃO TE QUEIXES, PAH!!!!!!!!!!!

Outra (como SEMPRE) TRISTE história de vitimização. É de facto um padrão que se aprende facilmente e é do caraças para parar!!! Só que quando paramos, o resultado é SEMPRE positivo!!
Como acontece imenso, recebo um email a pedir ajuda, e se não a incluem logo, peço para descreverem a sua situação, e vem (muitas vezes) uma história do GÉNERO culpabilizadorzinho - "as pessoas da minha vida deitam-me para baixo", e "eu bem tento mas o mundo não me deixa..", ou do GÉNERO coitadinho "porquê eu? porquê a mim?", ou do GÉNERO atadinho-antigoogle "Não sei como se faz..."
OK. CALMA. RESPIRA...
Como nesse momento não posso logo receber a pessoa nem ligar-lhe, agendamos uma sessão. E logo nessa minha primeira resposta, eu tento AJUDAR!
Ou seja, até lá, APOIO A PESSOA com compreensão, com perguntas desafiadoras, que, geralmente, surtem bom efeito de auto conhecimento e wake up call. Isto tudo é coaching.
E então, NO DIA da conversa, já há um conjunto de emails de ajuda, já sei um pouco mais sobre a pessoa, e ela sobre mim.
[Claro que nada disto é cobrado: a pessoa recebe toda esta ajuda inicial porque eu DOU de heart emoticon pois isto É como eu SOU, não é somente a minha actividade profissional, essa é a minha "sorte!".]
Hoje, FINALMENTE, no dia e à hora combinada, eu ligo e a pessoa não atende; fico em espera a ouvir música!!! Fico irritada (já comento sobre isto). E, irritada, ligo uma segunda vez (também já comento sobre isto). Atendeu-me finalmente a pessoa, pediu desculpa e explicou que tinha o telemóvel no quarto, em silêncio, e que ela estava na sala...
Bom..... eu reparo que com esta irritação não consigo ajudar!!, e educadamente, de repente sugiro que adiemos a chamada por uma hora, e a senhora concordou.
Desligo o telefone e começo a escrever um email à senhora: a explicar e a pedir desculpa pelo súbito adiamento, a admitir que me deixei irritar pela situação. NA MESMA, nele dei-lhe o que foi o MEU MELHOR para a ajudar, pois não esquecer que já tínhamos trocados alguns longos emails. (Sim, coaching por email não é como eu trabalho preferencialmente, muito menos com alguém com quem nunca conversei, MAS há que fazer o melhor que sabemos com aquilo que temos.) Ao todo SEI que INVESTI nela, posso dizer, muito MAIS do que ela investiu nela - e isso para mim é um "deal breaker". Por isso, informei-a de que decidi cancelar a chamada adiada. Entre outros, deixei mais umas reflexões para ela fazer (se quiser) e disse: está à vontade para terminar esta relação, mas se a quiser manter, terei todo o gosto de receber o seu email. Ah: nota importante: em lugar algum eu a culpei, responsabilizei ou critiquei por o quer que fosse, ANTES PELO CONTRÁRIO. Eu fiz um mea culpa sobre o adiamento.
E eis a resposta dela:
Não sei se conseguem detectar a vitimização, mas oiçam, depois do que ela recebeu (e hoje desperdiçou), não só não SENTE *gratidão* (outro grande problema da Vítima), ela culpa a chuva de estar a chover!! A sério que é tão triste de ver como alguém que está tão em baixo - e daí eu ter logo estendido a mão - não se aperceber (mesmo que eu lhe diga) que É ELA QUEM CRIA esse sofrimento todo! A maneira como ela PENSA é notável: Vitima Case Study #3.377:
"Boa tarde,
desculpe mas não ouvi a primeira vez que tocou o telefone. Atendi à segunda vez e até lhe pedi desculpas por não ter atendido logo. Penso que não fui incorreta consigo.
Por volta das 11h50 saí de casa, peguei no carro para ficar num sitio em que pudesse estar à vontade sem correr o risco de [xxx] ouvir algo da conversa.
Mas pronto, a Sra desistiu e está no seu direito. Mas penso que o conceito do coaching não está relacionado com a palavra desistir.
Eu contacto outra pessoa! Agradeço que apague os e-mails que lhe escrevi e tenha mais cuidado com o que escreve, pois pode estar a magoar alguém aqui deste lado."
EU BEM SEI QUE OUVIR VERDADES por vezes DÓI.
Contudo, não coloquemos paninhos quentes quando estamos a VERDADEIRAMENTE A AJUDAR ALGUÉM - pois é a comiseração que as vitimas gostam! Auto piedade que só contribui para o problema. Não alinho nisso.
Por isso, quando uma vítima quer-se manter como tal - pois termina a alertar-me que agora também sou EU quem magoa "as pessoas" - é grave!
E vejam como - no final do dia - é ELA quem termina a relação. Eu apenas a modifiquei, mantendo o canal aberto. É mais uma coisa de que se pode queixar "aquela coach desistiu de mim". É mesmo um padrão lixado. E quem vive neste registo estraga a sua vida e de quem vive em seu redor! É do caraças.
Por isso, se tiverem rodeados de mães, pais, filhos, amigos, namorados, maridos, colegas, assim - agora já sabem porque eles são tão infelizes (perdem todo o poder pessoal)!! Será que eles conseguirão ACORDAR com esta pergunta?
JÁ REPARASTE QUE EM VEZ de TOMARES as RÉDEAS e seres a CRIADORA da tua VIDA, ESCOLHESTE VIVER UMA VIDA REACTIVA como se não tivesses ESCOLHA??
E depois ilustrar:
- se não gostas de como és amada, muda de relacionamento
- se não gostas de viver em casa dos pais, muda de apartamento
- se não gostas de trabalhar, encontra um trabalho que gostes mais
- se não gostas de Portugal, muda de país
- se não gostas do trânsito, vai mais cedo
- se não gostas do cheiro a pums, não comas couves
MAS NÃO TE QUEIXES PAH!!!!!!!!!!!

COM AMOR,


Madalena Muñoz